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Guerras... Guerras nunca mudam.

Não importando que ideal saia vencedor, a guerra sempre deixa um rastro de destruição, miséria e sofrimento após sua passagem. São esses os detalhes sempre omitidos dos livros de história. A guerra não é heróica, a guerra não é um instrumento de avanço. A guerra é trágica.

Mais terríveis ainda são as proporções de uma guerra entre deuses. As chamadas Guerras Santas. O conflito entre Athena, a deusa protetora da humanidade, e o maligno Hades, que a cada 250 anos surge das profundezas infernais para tentar exterminar a raça humana e tomar o planeta terra para si, sempre sendo derrotado pelos heróicos Cavaleiros de Athena e selado mais uma vez no submundo. Foi assim desde os primórdios da humanidade... E desde então continuou sendo... Até 1986. Pois nesse ano, Hades venceu...


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Acontecimentos

A nova encarnação de Athena nasceu em Rozan e ainda não foi apresentada nem a elite de seus cavaleiros. Longe dali, as tropas de Hades se mobilizam para a guerra, rumando em direção a Asgard para a batalha final contra os Guerreiros Deuses de Odin e sob o véu da guerra os outros juízes se movem com objetivos misteriosos.


Sagas

A Saga de Ptolomea

Parte 1
Parte 2


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 História
Sorento, o Oráculo
Posted: Jan 16 2009, 02:28 AM



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Memórias de uma Guerra Perdida


"Décadas atrás, fui aproximado pelo senhor dos mares em espírito, que disse-me que em pouco tempo encarnaria em um corpo humano na Terra e seria eu o responsável pelos preparativos de sua chegada.

Na época, eu era um jovem idealista e utópico. Um jovem que acreditava no melhor que a humanidade poderia oferecer e um mundo livre de violência, pobreza e desigualdade.

Foi com essa proposta que Poseidon me conquistou. Foram seus ideais igualitários e benevolentes em busca de um mundo melhor que me tornaram seu mais fiel servo. Era uma proposta ousada, devo acrescentar. Uma proposta que poucos teriam frieza e determinação o bastante para aceitar, visto que para conseguir este mundo, a humanidade teria que pagar um preço que ela não estaria disposta.

Preço que nosso senhor se referia como “purificação”.

Desde muito novo, sempre ouvi dizer que a sociedade é a responsável pelo mal, que ela que corrompe o homem. E sempre considerei essa a maior das mentiras. “Bem” e “Mal” são características tão primordiais quanto o espírito de um indivíduo. Não existe uma pessoa “boa” corrupta, mas sim confusa. Não existe uma pessoa “má” nascida em berço de ouro, mas sim uma traiçoeira serpente apenas esperando a hora certa para o bote. Essas foram as palavras suspiradas a mim por meu eterno mestre, e nessa filosofia se fundamentou o ideal maior de minha vida.

O de erradicar todo o mal do mundo, custasse o que custar.

Com esse objetivo em mente, meu senhor elegeu ao redor do globo mais seis escolhidos, que assim como eu, seriam os responsáveis por seguir adiante nessa cruzada por um mundo melhor. Não seguíamos o mesmo perfil, sendo alguns movidos por fervor, outros por determinação e outros por crueldade em nome de um bem maior. E cada um de nós, por sua vez, escolheu seu exército particular, prontos para seguir em frente na guerra santa que salvaria a humanidade de si própria.

Meses depois, nós falhamos.

Fomos massacrados pelas mãos daqueles que imaginamos mais poder confiar. Os defensores da humanidade, os Cavaleiros de Athena.

Chocado com a reação de Athena, meu senhor supremo ficou sem reação nenhuma. Entre nossos maiores inimigos estavam aqueles que defendiam cegamente a humanidade. Aqueles que defendiam cegamente uma humanidade corrupta, mesquinha e traiçoeira, e que sentiam o maior de todos os orgulhos nisso.

Um a um nossos campeões caíram. Do massacre nas mãos da deusa traidora sobreviveram apenas eu e um desleal e egoísta homem que, depois de ter a ousadia de nos chamar de irmãos e de compartilhar o mesmo santuário conosco, revelou ter apenas ideais mesquinhos em mente.

Nosso deus tentou lutar até o fim, mas no final também caiu. De todo o exército submarino, fui o único que restou, não tendo escolha alguma senão render-me e fugir com o rabo entre as pernas. Não havia honra ou orgulho que falasse mais alto que minha missão naquele momento. Antes do compromisso com a vitória, meu compromisso era com meu senhor dos mares. Meu compromisso era com a linhagem humana cujo sangue de Poseidon corria em suas veias.

Não tive escolha alguma, senão proteger Julian Solo a todo custo. Qualquer outro objetivo poderia esperar. Eu não fui o primeiro e certamente não serei o último arauto do deus dos mares. Agora que sabíamos a verdadeira face de nosso inimigo, tudo seria mais fácil em um futuro."
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Sorento, o Oráculo
Posted: Jan 16 2009, 02:29 AM



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O Juízo Final


"Esse orgulho cego de Athena, porém, certamente seria sua queda. Após cegamente massacrar qualquer um que se opusesse à palavra de sua deusa, fossem eles reais inimigos ou simplesmente vítimas de um entendimento, encarnou então na terra o verdadeiro mal.

Sozinhos e em baixíssimo número, pois em sua tolice derramaram até o próprio sangue, os Cavaleiros de Athena não tiveram chance nenhuma contra o Flagelo da Humanidade, Hades, o Deus das Profundezas.

Desesperado, até meu mestre tentou intervir no combate, mas era tarde demais. Pelo egoísmo cego e arrogância da deusa Athena pagou a raça humana inteira. Cidades deram lugares a matadouros. Centros urbanos se convertiam em mares de sangue. Desesperada e sem um protetor, a humanidade decidiu então lutar com tudo o que tinha.

E então veio a Bomba de Hidrogênio. A primeira de muitas.

Por pura covardia e medo, os líderes da raça humana terminaram por matar tantos ou até mais que o próprio Hades. Nuvens de poeira cobriam quilômetros. Em intensas ondas flamejantes, então, a civilização humana sofria sua extinção.

Não só pelas mãos de Hades, seu maior inimigo, mas principalmente pelas mãos de seus próprios protetores. Por Athena, que anos antes da Batalha Final utilizou-se da violência e de meios opressores ao invés da diplomacia e por aqueles que detentiam o poder na sociedade humana, que preferiram se esconder e deformar o planeta ao invés de pensar em seus semelhantes.

Assim terminou um capítulo negro na história da humanidade. Capítulo que, para muitos, seria o derradeiro."
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Sorento, o Oráculo
Posted: Jan 16 2009, 02:29 AM



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O fim que antecede o recomeço


"Vencida a guerra, o deus do submundo então foi atrás daqueles que poderiam especificamente ameaçar seu reinado. Nos quatro cantos do planeta, ordenou que qualquer culto ou linhagem divina fosse prontamente massacrada. Julian Solo, sabendo de seu destino, aceitou-o bravamente. Pediu para que eu fugisse e comigo levasse uma criança; sabia ele que não era essencial, e que o que importava era sua linhagem. A existência de seu filho recém-nascido não era conhecida por ninguém. Por isso deveria eu escondê-lo em algum lugar do mundo para deixá-lo a salvo do genocídio ocasionado por Hades, não ciente de sua herança nem de sua importância no futuro da humanidade. Não havia eu garantia alguma de que ele sobreviveria até a idade adulta ou que nossos inimigos não já soubessem da existência dele.

Minha única saída, naquele momento, era acreditar e rezar em nome de meu senhor. Parti então para construir um novo Santuário de Poseidon, não levando o salvador da humanidade comigo, porém. Eu estava sozinho e colocar o herdeiro dos Solos no local mais óbvio onde ele poderia estar seria a maior burrice que eu poderia fazer.

Abandonei-o em uma cidade durante uma de minhas viagens e desde então nem mesmo eu sei do paradeiro de nossa única esperança.

Mas não havia tempo para lamentações. Passada a tempestade, era hora de um novo início. E assim parti eu para a localização do maior dos templos de Poseidon, localizado no Triângulo das Bermudas. Tive a sorte de Hades ainda não tê-lo descoberto e por alguns instantes arrependi-me de minha decisão de me livrar do herdeiro dos Solo... Mas aí lembrei que não poderia confiar na sorte e que o destino do garoto já havia sido traçado pelas Moiras desde antes dele nascer.

O que tivesse que acontecer, aconteceria.

Nos meses que seguiram, reconstruí com meu próprio sangue e suor o Santuário Submarino. Após terminar a obra, enquanto contemplava o gigantesco altar dedicado ao meu senhor, ele apareceu mais uma vez para mim. Informou-me do que eu mais temia, que era a morte de Julian Solo, e ressaltou que sua vinda a este mundo não seria possível pelos próximos cinqüenta anos. Estava fraco e mesmo que pudesse libertar-se de seu selo, seria um alvo fácil para as tropas de Hades.

Ao fim de sua aparição, meu senhor sussurrou em meu ouvido a nova missão que eu deveria conduzir em seu nome. A partir de então, seu santuário não representaria mais um símbolo de seu eterno poder, mas sim um farol que sinalizaria o novo começo para a humanidade.

Meu senhor concedeu-me então poderes para que me tornasse seu Oráculo, falando em nome dele para todos seus seguidores, e ordenou que eu viajasse pelo mundo em busca de sobreviventes que merecessem fazer parte da raça humana.

E isso que estive fazendo nessas últimas décadas. Procurando aqueles dignos de habitar a comunidade submarina para um novo começo, assim como guiando as sagradas escamas para aqueles que possuem a sagrada justiça de Poseidon em seu coração.

O que era um Templo agora é Nova Atlantis, uma enorme comunidade tomada pela igualdade, a cooperação e o respeito mútuo. Uma simples amostra do que futuramente será o mundo de Poseidon após erradicarmos completamente a profana existência de Hades do planeta Terra.

Até então, lutaremos até não sobrar mais nenhum de nós, esmagando qualquer um que se colocar contra os nossos ideais do bem maior."
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