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#2 - A Demanda de Oneiros

'4 - E as Vozes Falaram!

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 #2 - A Demanda de Oneiros, Os sonhos reais, nunca serão eternos.
Alfador
Posted: Nov 2 2009, 02:54 AM


O Maquinista


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O céu ergueu-se preguiçosamente por cima de Quentyluia, banhando toda a terra na sua forte luz. Algumas raças davam a sua dádiva em forma de orações ou oferendas feitas à mão, enquanto outros preparam-se para iniciar uma viagem. A grande festa do Reino de Jovu (Yovu) aproximava-se. O grande Fórum da Paz era uma festividade muito esperada, nenhuma oportunidade era a melhor para se ver velhos amigos, conviver com inúmeras culturas, partilhar conhecimento, vender mercadoria, ouvir histórias e boatos, ou para alguns, uma óptima oportunidade para fazer um dinheiro extra, cujo peso em ouro era a bolsa de outrem.
Ainda faltava pouco mais de 1 dia para dar início à festa e às celebrações, mas a grande cidade de Jovu já se encontrava bem viva com o movimento de carruagens e construtores, preparando toda a cidade para a grande recepção.
Dentro do grande castelo da cidade, no grande salão de baile, Maxigim (Maxijim), uma velha Coruja-das-Torres que acompanha o Rei com várias consultas e opiniões, verificava um largo pergaminho, confirmando as preparações, ajeitando de vez em quando as suas lentes.
O Rei Jovu, um homem em boa forma física, nos seus 30 anos, aproximou-se, vindo da grande porta de entrada aberta e escoltado por dois membros da sua guarda real, juntamente com Albientoh (Alebientô), a jovem Capitã da guarda, uma mulher forte e alta.

- Maxigim! O movimento aumenta e as preparações vão em bom caminho. Ouvi dizer que este ano temos mais novidades. - disse o Rei Jovu, surpreendendo Maxigim que saltou de surpresa, soltando um leve som de susto. - É verdade? Confirmamos membros da Savana a virem este ano?

- Ah... uh... sim, sim. Sim, meu Rei! Temos. Já distribui vários lugares para melhor aceitar a nobreza, entre outros membros importantes, é claro. Teremos uma vasta abundância de visitantes. Todo o espaço do pátio do castelo, mais da cidade e até o exterior, vai ser ocupado! - respondeu Maxigim, lentamente se recompondo, do seu fraco e assustado coração. - Não temos é os membros dos Clans maiores. Mas temos o famoso Barão Kujl. E o Embaixador Savannah, Terramar.

- Óptimo óptimo. Bom para relações publicas. Muito bom.

- Não gosto muito da visita do Barão, rumores circulam meu Rei... - interveio Albientoh, debaixo do seu elmo que deixava unicamente os olhos, nariz e boca destapados.

- Capitã, não iremos deixar rumores circular pelas nossas cabeças, elas enevoam o nosso raciocínio. - respondeu o Rei, virando-se repentinamente com um passo ao lado, deixando a sua longa capa esvoaçar. - Vós os dois entendes como o mundo funciona. Até eu, membro da mais alta classe, sou vítima de rumores. Por mais que queira, não nos podemos basear num mundo igual, até toda a gente, e eu digo todas as raças, todos os seres! Entenderem que a igualdade não é medida a terras ou ouro... até lá, tenho de ser hipócrita e aceitar de bom grado o Barão, debaixo da minha protecção e hospitalidade.

Os olhos dos conselheiros cruzaram-se brevemente.

- Sim Rei Jovu, nós entendemos. - ambos responderam, assincronamente.

- Agora... vamos lá preparar a festa. Não quero que nada falte a todos os presentes, sejam eles famosos ou não. Nestes dias, ninguém será julgado ou condenado!

Lentamente, caminhou para o seu escritório, acompanhado por Maxigim.
Albientoh suspirou levemente e, virando as costas, dirigiu-se ao pátio do castelo, determinada a ter a certeza que nada de mal ocorreria este ano.


***

Os longos raios luminosos da estrela de Quentyluia banhava as vastas terras que cobriam a grande capital do Reino de Jovu.
Um velho ermita, mesmo vivendo em cabanas de tecto de palha durante mais de 40 anos, nunca se habituara a acordar com o sol todas as manhãs.
Cerrando fortemente os olhos, sentou-se na sua pequena cama de feno, esfregando os olhos com os seus magros dedos. Piscou-os várias vezes, fitando o vazio da parede. Levantou a cabeça e olhou para o pequeno alguidar com água que estava à sua frente. Aproximara-se deste e fitou para dentro dele. Levou a mão ao centro banhando-a na água morna, como se quisesse segurar em algo submerso.
Era hoje... sabia que era hoje que tinha de ir para a capital. Não havia melhor oportunidade. Trouxe a mão rapidamente à cara, molhando-a por completo, repetindo várias vezes. Bebeu alguma com a mão em concha e levantando-se, pôs o seu grande manto à volta do pescoço. Apertou este com finos cordéis, ao nível do pescoço, e segurou no seu bastão. Pegando numa maça que se encontrava pousada em cima de um pequeno banco e dando-lhe uma dentada, prosseguiu para a saída da sua cabana, onde uma velha porta com dobradiças enferrujadas mal a seguravam.

Levou um braço aos olhos, cobrindo-os da luz, fitando todo o campo em redor. Em breve, tudo isto deixaria de existir... ele sabia-o. E por isso, algo tinha de ser feito. Não se preocupando com nada mais, encaminhou-se para a grande e famosa estrada de Quentyluia. Jazia muito ao fundo de onde estava, mas com sorte, conseguia apanhar alguma boleia de uma vila próxima. Normalmente as Calhandras eram amistosas o suficiente para aceitar outros em boleias.


***

Era um momento harmonioso para muitos, de pressa para outros. Apesar de longe o dia do início das festas, ninguém queria realmente perder a abertura, era sempre um grande espectáculo visual e musical, todo ele tão vivo como as almas que caminhavam em Quentyluia!
Alguns, até gostavam de estar lá antes e ver a construção.
No Árctico, havia um famoso intelectual que pretendia viajar até lá, talvez para trocar ideias com alguns dos mais sábios e renovar parte da sua biblioteca com novas escrituras. O pai da pupila deste mestre, não queria que ela perdesse uma oportunidade destas, planeando ir na longa viagem também para a acompanhar.

Longe desta região, numa pequena ilha ao sul, um pequeno Lemur tinha que ir de viagem de negócios até Jovu, forçado pelo pai. Era frequente algumas tarefas insistentes, devido à sua preguiça. Já a sua mãe dizia "Da tua mãe rezas em aparência, mas ao teu pai é nos hábitos". A viagem deveria ser iniciada hoje... assim que acordasse.

Perto da zona das ilhas, no velho porto que fazia a extensão da aquática da Região Anexada até às ilhas, vivia um velho Lagarto mergulhador. A sua loja, "Olho No Fundo", era conhecida para quem por lá passasse. O dono da loja necessitava de renovar algum equipamento para continuar as suas explorações pelo fundo do mar, e passar pelo grande mercado, que unia as grandes regiões, era uma oportunidade mais que excelente para proceder a grandes compras regionais. E também para fazer uma pequena publicidade à sua loja!

No lado oposto, nos grandes pântanos de Quentyluia, um misterioso e brilhante curandeiro planeava uma visita incerta a esta festa. Incomum um Lagarto sair do seu habitat favorito, mas era-lhe favorável para aumentar o seu conhecimento. Quem sabe, até ganharia alguma influência exterior... certamente não tinha grande inclinação na viagem, mas o seu avô insistiu. Talvez decidiria hoje...

Não muito longe, na floresta, duas amigas planeavam fazer a viagem. Seria um encontro interessante e uma boa experiência. Não houve grande planeamento no dia, mas não é como se fossem ambas muito ocupadas.

Ainda na floresta, um Guaxinim ganão sabia da existência desta festa. Seria um bom local para passar e ... ver a paisagem, provar um bom pitéu, libertar pessoas do horrível peso no cinto. Uma ideia a considerar, nenhum local era tão vivo e distraído como ali. Pelo menos, agora era de certeza um dos melhores que haveria!

Mais à esquerda, na zona das montanhas, um bravo raposo sabia que a sua patroa queria ir a esta festividade. Tinha assuntos a tratar disse, e que o viria buscar... não mencionou a hora no entanto, ainda tinha tempo para aproveitar para si mesmo!
Vivia com o pai, ele não se importava apesar de já ser bastante crescido. De certo que gostava da companhia do filho.

Na região mais quente, na grande Savana, o honorável Terramar já planeara à muito a viagem a esta festa. Era esperado também, pelo próprio Rei Jovu. Uma boa oportunidade não só para conviver numa festa bem viva, como também para melhorar as relações. Os Clans de Quanranguga (Quanranejuga) e Pohpotahs (PopotÁs), não pareciam muito inclinados a ir, por isso seriam poucos os membros. Tentou, mas os líderes destes não queriam. Sabia que eles, nem com suborno, nem com ameaças! Eles nunca se atreveriam a baixar a guarda. Comportamento desnecessário e exagerado.

Na capital sem nome da Savana, uma outra figura conhecida sabia desta grande festa. Era uma boa forma de relaxar e... retirar a cabeça de algumas ideias firmes. O pai parecia estar inclinado a ir também. Os Ursos-Polares Bryant eram figuras quase míticas no local. Não só eram do Árctico, como eram grandes ferreiros na região. Talvez fosse hoje o dia indicado para fazer a viagem, dado que trabalho tem andado lento devido ao começo da festa.

A manhã chegara. Era cedo, mas o Barão sempre adorara... ficar na cama mais tempo, não que fosse preguiçoso, preguiça não era certamente. No entanto, o seu sobrinho, o chefe de uma das maiores guarnições de defesa, era o oposto. Estava algo excitado com o elevar da situação recente. Uma grande festa iria ter início, e o Barão, inclinado a ir, ia leva-lo. Seria interessante participar nesta festa, era novidade para si. Em especial, o Barão sempre fora mais preocupado em manter o luxo consigo por perto neste género de situações e o Rei Jovu ia ter preparações especiais também, por isso alguns dos seus regalos iriam ficar mais ao seu dispor.
Ser o sobrinho de alguém tão influente é bem vantajoso.

Na cidade dos Suricatas, um tumulto surgira. Sabiam que o grande Barão Kujl ia sair do seu largo refúgio e presenciar-se no grande mercado, aliás, grande festa! Não só seria mexido, que possivelmente seria uma boa altura certamente para provocar bastante agitação! Ou então... havia uma pessoa indicada. Sabiam de um certo anão Suricata disposto a ir. Era um óptimo músico! Ele parecia estar inclinado a iniciar a viagem, mas muitos segredavam no quando?

Fora da região mais civilizada, um sobrevivente suava e esforçava-se dia após dia para se manter firme na vida difícil que tinha. Ele ouviu falar de um grande ajuntamento na grande cidade da planície, de um tal Rei Jovu... uma festa era um bom local para descansar ou até para ouvir novas de todas as regiões. Era um local de grande culto também. Era também um encontro anual afinal, talvez valesse a pena dar um salto.

Na grande planície, na zona mais húmida, um conhecido carpinteiro sabia do começo da grande festa. Era uma boa oportunidade para ver velhos amigos, trocar histórias e rever notícias da região. Talvez conseguisse vender uma ou outra peça. Planearia depois o que pretenderia fazer, mas ir à festa, certamente que o ia fazer.


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Pfuyyy, pfuyyy


Eu fui vítima de abuso pela Administração.
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Morfs
Posted: Nov 2 2009, 03:47 AM


Morfs


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Simba já estava acordado quando o sol rompeu o dia de uma maneira espantosa, não conseguia parar de pensar na importância que a festa dos foruns da paz tinha para ele e para o seu povo, e esta quase a começar. O jovem leão estava deitado numa rocha ingreme, mantinha uma postura honrosa e digna dos leões. Tinha que discutir vários assuntos com o barão, seu tio. Um deles sobre a segurança, mas o mais importante era sobre a grande festa a realizar-se no reino de Jovu. Antes Simba tinha que se alimentar, para manter aquele corpo jovem e forte e em seguida ter com o barão. Quando lá chegou, obviamente que não poderia lá entrar pois, o barão, grande figura publica e politica na savana tinha que ter a sua segurança, mesmo para os da sua família. Simba seguiu em frente até avistar um guarda.

-Quero ter uma reunião de extrema importância com meu tio, o barão Kujl! -pediu Simba num tom de ordenação, ele pensava que os grandes leões tinha que ter autoridade e então agia dessa forma, porque apesar de ser novo, mais tarde o sonho dele era governar a savana e ter o poder militar e politico para ele.


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Minaki
Posted: Nov 2 2009, 08:27 AM


A criatura pulante que saltita pelos fóruns


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Escondeu o saque na sua gruta inacessível a curiosos, retirou apenas algumas moedas e voltou a descer. Não poderia faltar a tão nobre evento. Jovu ainda ficava a alguns dias de viagem, mas sabe-se lá quantas bolsas poderia roubar pelo caminho? E certamente muitas mais quando lá chegasse. Sítios apinhados de gente era o melhor que havia... Estava então decidido: iria aos festejos!

* * *

Alguns dias depois, Yan deambulava pelo mercado da Planície, olhando desinteressadamente para as várias bancas que ainda se encontravam desertas àquela hora da madrugada. Levava não mão direita a sua insubstituível vara e na esquerda uma pequena bolsa de pele de ar suspeito, que se entretinha a atirar ao ar repetidas vezes, para depois a voltar a apanhar.
Nada mal para um caso de uma noite, pensou.
A verdade é que tivera muita sorte em envolver-se com aquela mapache. Quem diria que a sacaninha possuía mais objectos de valor do que inicialmente levara a crer? Não precisaria de passar fome nos próximos tempos. E por falar em fome... Aquilo era uma maçã?
Apressou ligeiramente o passo até a alcançar. Certamente teria caído da banca e já não servira para venda. Mas serviria para comer, ora essa!
Apanhou a maçã do chão e limpou-lhe o pó esfregando-a no tecido do seu fato novo. Depois guardou-a na mochila para quando tivesse fome.
Comida e dinheiro a caírem-lhe do céu? Aquele era sem dúvida o seu dia de sorte.
Jovu estava a apenas algumas horas de distância. Se conseguisse apressar um pouco o passo a sua sorte cresceria ainda mais. Um sorriso matreiro desenhou-se-lhe nos lábios e começou a avançar mais rapidamente.


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Leto of the Crows
Posted: Nov 2 2009, 09:16 AM


Viajante de Honra


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Num dos seus almofarizes, Serserion preparava uma massa disforme e homogénea de tom verde escuro. Um odor ácido elevava-se até ao seu nariz daquela preparação que seria colocada sobre a ferida de um rapazito salamandra que esfolara o joelho de forma pouco simpática, durante as brincadeiras com os amigos. Quando aquilo tocasse na ferida aberta, iria arder como fogo, mas desinfectaria, impedindo que humores malignos se espalhassem pelo resto do corpo. Seria o último doente de quem trataria antes da partida para Yovu. A viagem levaria o seu tempo, e pelo caminho talvez descobrisse alguma erva com propriedades interessantes e úteis.

Depois de preparado o pastoso unguento, regressou à sala continua à sua oficina interdita a estranhos, conhecidos e amigos, onde o esperavam a mãe do rapaz e o próprio filho, este sentado ao colo da primeira, com lágrimas nos olhos. Sem emoção, espallhou a mistela esverdeada sobre a ferida da salamandra, ignorando os guinchos de dor, enquanto o ácido contactava com a pele. A mãe do rapaz fazia o melhor que podia, impedindo-o de desviar as pernas, ou de bater a Serserion para o afastar. Depois de terminada a aplicação, deu as instruções finais à progenitora, deixando depois que abandonassem a sua casa.

Quando o fizeram, o avô surgiu de outro compartimento, apoiado numa bengala, como se querendo relembrar-lhe que deveria apressar-se a partir. Detestava que o apressassem.


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Morgomir
Posted: Nov 2 2009, 10:45 AM


O vagabundo da estação


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O Forum da Paz. A festividade mais esperada de toda a Quentyluya. A cidade subterrânea tinha agora recebido a noticia que o seu " benfeitor", o Barao Kulj, ia abandonar a toca.
Preparei-me para a viagem, o meu mestre, informara-me que iria com outro nome, Davion.
Era necessário, embora acha-se estúpido. Bem no entanto eu era um assassino. Portanto era necessário. Coloquei a alijava e as adagas à cinta, o siljin (escondido) e a viola às costas.
Vesti o casaco e coloquei o turbante.
Suricatas olhavam-me pelo caminho para a porta. Esperança brilhava nos seus olhos.
" Com um pouco de sorte amanhã teremos uma dupla festa. O Forum da Paz e... a outra" - não queria alimentar falsas esperanças.
Sai da cidade. O Sol da Savana brilhava intensamente. Com um pouco de sorte, dois dias depois, brilharia com sangue. Sangue real.


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Sapiens
Posted: Nov 2 2009, 12:31 PM


Chefe da Estação


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Terramar acordou de forma natural às dez horas e poucos minutos da manhã. Espreguiçou-se silenciosamente, erguendo os braços com força para trás. Depois sentou-se na cama e abriu os olhos, esfregando o topo da cabeça com uma das mãos. O dia da partida chegara. Se andassem bem, no dia seguinte à noite chegariam ao reino da planície, Jovu. Isso lembrava-o que tinha de tratar dos últimos preparativos. Por exemplo, teria o seu fiel servo tratado da questão que lhe pedira?

Ergueu-se, abriu as portadas da janela, e caminhou até ao alguidar de barro pousado na bancada. Estava cheio de água límpida. Lavou a cara, tendo-a depois secado com a toalha também ali dobrada. Saiu do seu quarto e entrou na sala.

A sua casa tinha um só piso, com dois quartos, um escritório, e uma sala grande, com mesas e almofadas no chão para as pessoas se sentarem. Era ampla e arejada, tendo muitas janelas. Um dos quartos estava reservado para o seu servo Burchelli, uma zebra macho bastante aplicada naquilo que fazia. Como não tinha família nem obrigações na vida, e Terramar lhe oferecera o segundo quarto da sua casa, Burchelli vivia a tempo inteiro ali - e o preço que Terramar lhe tinha de pagar era baixíssimo, comparando com o padrão da savana.

Burchelli estava sentado numa almofada cor-de-rosa, a olhar para a rua. A casa não tinha portas, apenas cortinas de tecido a separar as divisões. Um vento fresco vinha do quintal.

- Bom-dia. - disse Terramar, com um sorriso amigável - Fizeste o que te disse? Arranjaste uma escolta de 4 soldados para virem connosco? A Savana não pode fazer má figura, se levarmos uma escolta somos logo considerados mais importantes do que se formos sozinhos. Afinal serei o embaixador!...


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Morgomir
Posted: Nov 2 2009, 12:50 PM


O vagabundo da estação


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As ordens do mestre eram claras. Encontrar-me com o embaixador Terramar. Embora também tive-se como missão acompanhá-lo na forma de trovador, também considerei a hipótese de protegê-lo.
E foi à casa dele que me dirigi.


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Erok
Posted: Nov 2 2009, 01:15 PM


O Revisor


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-AAAAAAAAHHHHH!- gritou Letemi enquanto caía da sua cama de rede, ao ser acordado pelos gritos da sua mãe. Enquanto se esforçava para se refazer do susto e da queda enquanto acordava, distinguiu no meio da gritaria expressões como: "Preguiçoso", "És sempre o mesmo", "Calaceiro", "É assim que vais longe?"
Não respondeu a nada, limitando-se a gatinhar vagarosamente para sair de baixo da sua cama de rede, para depois se levantar esfregando os olhos ensonados.
Aparentemente deixara passar a hora de acordar, para se preparar atempadamente para a viagem a Jovu, viagem essa que ele amaldiçoava, por perturbar a sua pacata rotina.
Ainda arrastando os pés e com um constante bocejar, foi-se preparando, fingindo-se apressado quando se cruzava com a sua mãe que mesmo assim lhe dirigia o ocasional "incentivo" gritado.
Depois de vestido, começou a preparar o que levava para a viagem. Ia ver o que acontecera numa construção do seu pai, pois chegaram-lhes notícias de uma confusão, e o seu pai ia estar "preso" na ilha por vários problemas pendentes. Os seus irmãos já tinham o seu proprio negócio ou estavam ocupados, pelo que sobrou para Letemi a, a seu ver, enfadonha viagem.
Já tinha a mochila pronta e os rolos do projecto a seu lado, mas tinha a sensação que lhe faltava algo, como sempre, e iria descobrir mais tarde que não estava enganado.
Passou pela cozinha onde a sua mãe preparava umas omeletes, pegando numa para comer pelo caminho.
Ao ver que ele estava pronto, a mãe acalmou e despediu-se dele.
-Vai com cuidado- disse dando-lhe um beijo na face.
-Eu tenho sempre mãe- respondeu ele com ar entediado.
-Adeus...- disse ao sair a porta, acenando a mão.
Iria agora para o porto, onde tinha combinado ir num barco de carga de um amigo do seu pai que se dirigia ao continente. Esperava chegar a horas, ou que esperassem um pouco por ele.
- Só me acontece a mim...- suspirou o Lemur


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Phoenix_Jön
Posted: Nov 2 2009, 02:34 PM


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O sol entrou pela janela do meu quarto e bateu-me na cara, Tentei tapar a cara, mas não tive sucesso no feito.
Ao tentar virar-me cai da cama. – HAU.
Levantei-me a esfregar as costas. Olhei pela janela, e vi que tinha nevado durante a noite, havia mais gelo que no dia anterior. – Pergunto-me quando é que eu vou olhar pela janela e ver uma paisagem verde. – protestei comigo mesma.
Abri a porta do quarto, quando me lembrei da grande festa de paz, e na minha grande oportunidade de viajar.
Voltei a entrar no quarto, vesti o meu belo vestido azul de seda e sai a correr do quarto para encontrar o meu pai.
- PAI, PAI, PAIIIII. – Gritava enquanto descia as escadas.
- É hoje pai, ele vai hoje, deixas-me ir por favor. – Supliquei-lhe fazendo o meu beicinho habitual.
A minha relação com o meu pai não era a melhor desde o desaparecimento da minha mãe, eu estava revoltada com o facto de não poder cantar.
Vi-o olhar fixo para mim, eu no fundo sabia que ele queria muito que eu fosse ao grande evento com o “Mestre Dici O’Nário”.


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caxixo
Posted: Nov 2 2009, 02:53 PM


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Iorek levantou-se devagarinho, como se quisesse desfrutar da noite dormida ao relento. Era o dia de partir para a grande festa do Fórum da Paz. O pai ficaram a tratar das encomendas para aaquele dia antes de partirem, 2 escudos e uma espada, até de madrugada tendo Iorek dormido ao relento.


-PAIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII! HORA DE ACORDAR! - Gritou Iorek para dentro, ao ver o pai sentado em cima de um banco, em frente à sua forja preferida, a sua primeira.

-Vai levar estas encomendas ao cliente por favor enquanto me arranjo.


Iorek foi ao seu quarto, vestiu a armadura, pôs o elmo e a sua adaga num sitio próprio para serem pendurados, ao mesmo tempo que punha alguma dinheiro na sua bolsa. Depois foi entregar as encomendas.


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Lifer
Posted: Nov 2 2009, 05:58 PM


Viajante de Honra


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Jakkals acordou sozinho, muito cedo. Levantou-se e foi à janela, para ver as montanhas, e, inspirado, vestiu-se e começou a desenhar as paisagens numa folha, em rabisco. Com alguma fome, mais tarde, foi comer um pequeno-almoço breve, e preparou a sua sua mala para o caminho até Jovu (Yovu) com a sua patroa, que poderia chegar a qualquer momento.
Saiu para a rua e sentou-se de pernas cruzadas, a desenhar um mapa da sua vila.


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Miguel
Posted: Nov 2 2009, 06:21 PM


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Lamarck acordou sobressaltado. Lembrara-se de que ia nesse dia comprar novos fatos de mergulho.
Esfregou as mãos na cara e bocejou. Levantou-se da cama e dirigiu-se á cozinha.
Lá, se encontra-va a sua mochila com tudo preparado para a viagem.

Tirou da dispensa uma bilha de leite. Sete goles mais uma fatia de pão foram o seu pequeno almoço. Agarrou na mochila e começou a sua viagem.


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SkyStorm
Posted: Nov 2 2009, 09:07 PM


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Dici O'Nário passeou-se pelas estantes, procurando as cópias dos volumes que seleccionara para levar. Onde? Ao Fórum da Paz, claro! Levaria obras que mostravam a notabilidade do conhecimento que ali estava reunido, de uma qualidade e quantidade inigualável. Tal como o que tinha na sua mente. Ainda assim, havia muita coisa que não sabia e teria de saber. E aquela era uma oportunidade perfeita. Os presentes eram necessários para adoçar as mentes daqueles sábios menores e assim abrir as portas que lhe dariam acesso ao que tanto almejava. E depois, iria ainda mais longe, descobriria coisas que ninguém sonhava sequer. Quais? Bom, se as soubesse já não teria de as descobrir!

Mas precisaria de ajuda. Levar todas aquelas volumes de um lado para o outro era trabalho digno de um servo, algo com que não deveria incomodar-se. Mas essa gente era geralmente de um nível intelectual extremamente pobre.

- Onde anda a Farill’in quando preciso dela? - interrogou em voz alta, olhando em redor.

Sim, ela serviria. Ela, pelo menos, mostrava que gostava de aprender.
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Gugas
Posted: Nov 2 2009, 11:30 PM


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Nari vagueava pela savana, caçando para se alimentar, quando, de repente, se lembra:

- O Fórum da Paz deve estar a começar. O melhor é dirigir-me a Jovu para ver onde param as modas.

Abandona assim a sua caçada e dirige-se para a cidade de Jovu, sabendo que o separa de lá, pelo menos, um dia de caminhada.
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Ravene
Posted: Nov 2 2009, 11:55 PM


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Bryn acordou quando os primeiro raios de sol lhe bateram no rosto, por entre as sobras da folhagem. Piscou os olhos algumas vezes, a regressar à realidade. Tinha estado a sonhar com o ribeiro que havia perto de casa.
Quando se lembrou do dia que era levantou-se de um salto, finalmente iriam partir para Jovu.
Sacudiu as folhas que se tinham pegado à sua roupa e pelo durante a noite, mas esqueceu-se da cauda, que estava como sempre "ornamentada" de folhas secas e galhos.
Olhou em volta, à procura de Nirm, será que já tinha acordado?


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